terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Hora marcada
Amanhã voltam – se as coisas para seus devidos lugares. Não! Nem todas elas estarão nos seus determinados lugares. Na verdade, apenas uma pequena parte, se é que posso dizer. Minha mochila está bem mais leve do que o ano passado e existirá só uma manhã onde cadernos e livros estarão dentro da mesma. As longas subidas e descidas às ladeiras extremamente ingrimes e históricas, onde nas tardes de verão tornam – se insuportáveis, escorreram – se por minhas mãos como algo totalmente volátil. Sempre ouço dizer: “sua hora ainda não chegou.” Dou aquele sorriso mais blasé possível fingindo concordar com a afirmação. Mas o que eu mais anseio no momento é encontrar este relógio, adiantar – lhe os ponteiros, deixando – os bem em cima da hora, da “minha hora.”
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Procura -se: uma certa estabilidade
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Visitas
Buracos que tornam a se abrir
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Desenvolvimento de felicidade em expansão acumulada
Toca o despertador ao som da música rise up. Acordo, meio tonto, parecido com as noitadas de álcool que costumo ter com os amigos do peito, que por sinal estão cada vez mais longe, não consigo entender nada. Minha mãe me faz umas perguntas mas sua voz parece estar em câmera lenta. Só depois de alguns segundos me recobro e sei o que devo fazer nesse dia. Faço aquele repasse, analiso minha mídia, tomo meu banho, desembaraço meu black , que está gigantesco como nunca, pego todas minhas coisa e grito bem alto como o multi homem no desenho do impossíveis: “e lá vamos nós!” subo o morro e já estou no local marcado. Cheguei em cima da hora. Já estive lá este ano e nunca tinha reparado como é tão azul. Azul piscina, azul marinho, azul claro, enfim, tudo azul. Fico mais em paz quando encontro novamente com os 36 que me olharão, novamente de cima abaixo. Tremo um pouco como sempre mas logo logo após três copos d’água, dos quais nunca tomo por sede, volto ao meu estado de concentração. Começo a falar e penso que o tempo mínimo exigido vai ser muito pra mim. Sinto que tudo vai acabar tão rápido e quando dou por mim acabo por ultrapassa – lo indo além do acontecido na última vez. Foi ótimo ser aplaudido com maior intensidade e ganhar um sorriso da pessoa que pode te colocar ali. No final foi mais que perfeito. A proposta está, a meu ver, chegando e será totalmente bem aceita no que depender de mim. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh eu arrebentei hoje!!!! Puta que pariu!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Coisas da minha vida
Meus sábados são, na maioria das vezes, cheios de alegria onde passo as noites sempre ao lado de pessoas que tenho enorme apreço. Entretanto, o último foi uma inversão de valores, algo que meu peito já deveria ter se preparado desde meados da semana na intenção de superar o impacto. Me senti como uma criatura fulminada pela dor da ausência onde tenta arquejar o último sopro. Minha respiração exalava angústia sibilando com meus lábios. Pensei o resto da tarde em algo que me retirasse de tamanho torpor, mas o esforço teria que ser bem maior do que levantar barras de aço ou pesados alteres duas vezes ao dia me arrancando desta insanidade que me invade. No meu rosto, desenhou – se o pavor que aos poucos vinha sendo apoderado com a infeliz idéia de abandono e chego a imaginar que o amor não é nada mais do que um capricho, uma doce preferência, um suave devaneio. Esse amor que supunha uma ilusão de poeta ou um sonho da minha imaginação já se encontra na sua mais perfeita realidade esplêndida: a infeliz idéia de que uma luz de felicidade irradiante tenha sido apagada por um gélido sopro. Mas Cela Passera!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Geração tipo assim

A festa é um tanto quanto semelhante às festas de crianças, porém sem a presença das mesmas. Os convidados são na maioria das vezes pessoas jovens que se misturam a uma decoração totalmente psicodélica em meio às luzes e flashes fazendo com que o mais rápido movimento dos braços torne – se, aos nossos olhos, uma falsa lentidão. Os horários são os mais noturnos possíveis, onde ao mais forte escurecer da negra noite, as velinhas se acendem de um modo exacerbado e os parabéns a você é celebrado com a ausência das palmas e umas batidas musicais repetitivas que penetram nos tímpanos deixando todos em estado elétrico. Os palhaços são totalmente estilizados e rodopiam todo espaço físico da festa dotados dos mais diversificados mala bares encantando todos convidados que se distraem com a grandiosidade da atração circense.Bolo e guaraná não fazem parte do vasto cardápio, entretanto existem muitos doces pra você onde após um alto consumo de balas, aumentando de forma considerável o nível de serotonina, resultando em uma felicidade momentânea, todos sentem uma sede excessiva e passam a fazer o uso de água como se a mesma fosse a mais nobre bebida ali encontrada.
A música segue noite afora e percebe – se todos tragados na constante amálgama de doces, balas e água sempre com o corpo num movimento frenético, quase involuntário, dançando de um modo totalmente mecanizado fazendo jus à nova face de uma juventude totalmente alienada. São pessoas sem qualquer teor de percepção política, sem certo motivo para tal rebeldia, sem algum poder de contestação com o mundo.
Neste constante andar da carruagem a imagem juvenil de jovens hippies do fim da década de 1960, constantemente relembrada como meio de ilustrar o perfil da contestação, vem aos poucos sendo apagada por esta nova geração antipensante. Jovens com ideais de liberdade, política e democracia afim de pacificar o sanguinolento mundo cravado nessa infeliz selva de pedras, vêm sendo substituídos por outros personagens sem quaisquer ideais, cheios de um vazio intelectual que assombra, causa náusea.
